"Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha." (André Luiz/Chico Xavier)



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    A DAMA DA CARIDADE CONSEGUIU
             

     

    Cel. Pedro de Almeida Lobo

     

     

     

     

    Enquanto o ano de 2009 levou, para o arquivo do tempo passado as nossas experiências nele adquiridas; 2010 traz,  no bojo, a estrelinha verde chamada esperança que embala  sonhos e clareia o porvir. Não é novidade que ela é construída  no presente.

    Seria ideal que  cada Espírito (ser pensante do Universo), se transformasse em operário de hoje na construção do amanhã  para reinarem  felicidade e  paz.

                O Mestre dos mestres deixou o material de construção necessário e ensinou como deveria ser utilizado para esse mister. Dentre  outros, enfatizou: - «Amai vossos inimigos». Parece impossível, a luz do estágio evolutivo que a humanidade moureja. Mas para quem procura fazer o bem sem ver a quem não há dificuldades. Neste particular nos lembramos de dona Benedita Fernandes, cognominada  «Dama da Caridade».

                Era mendiga, depressiva tida como obsedada. Originária da Raça  Negra e possuía a pele escura. Sofreu na carne todo tipo de maldade física e discriminação psicológica. Tinha tudo para odiar a todos. No entanto, por amor ao próximo, após conhecer a prática a Doutrina Espírita, construiu, na década 40, na cidade de Araçatuba-SP, o embrião do primeiro hospital psiquiátrico espírita do mundo. Atualmente é referência internacional no tratamento holístico de pessoas com diagnóstico de doenças mentais e espirituais.

               Depois que recuperou a lucidez entrou em ação.

               Para conseguir essa humanitária façanha, orientava-se num provérbio popular muito a gosto naquele momento: «Na vida, o impossível é Deus errar ou admitir outro criador.”  O que vale dizer que não há nada impossível para Deus. Já para os Espíritos encarnados ou desencarnados há coisas aparentemente impossíveis de serem realizadas.

                Benedita Fernandes dizia que «o impossível somente o Pai pode realizar». Todavia, se  Ele quisesse  que ela o realizasse, bastaria  transformá-lo em difícil, porque o difícil pode ser realizado, nesta  ou em outras existências.

                Hoje, com algumas exceções, o ser humano inventa obstáculos nos relacionamentos pessoais através de coisas insignificantes que se tornam virtualmente impossíveis de serem vencidas porque somos orgulhosos.

               Não generalizando. Mas, há indivíduos que se constrangem em abraçar, beijar e tratar bem as pessoas que convivem com eles sob o mesmo teto ou laboram no mesmo lugar, o que não acontece com  relação as que não fazem parte do convívio quotidiano.

              Neste ano que se inicia com ajuda de Deus vamos transformar nossas  dificuldades de relacionamento pelo trabalho no bem-servir com  paciência, tolerância, prudência e ternura, como conseguiu Benedita Fernandes.  “A Dama da Caridade”.

    Pedro de Almeida Lobo é tenente coronel do exercito, representante da Cruzada dos Militares Espíritas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (CME-MT/MS), dirigente e orador espírita em Campo Grande (MS)

     

    Saiba mais de Benedita Fernandes, click aqui

     



    Escrito por José Aparecido às 09h57
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    O CENTRO QUE NÃO ERA ESPÍRITA...

     Wellington Balbo Bauru - SP  

    Gervásio, orador espírita há mais de 20 anos fora convidado para um ciclo de palestras em região distante. Não obstante as dificuldades geográficas, aceitou o convite com muito prazer, porquanto apreciava conhecer pessoas e divulgar os ensinamentos do Cristo tão bem explicados por Allan Kardec.

    Ao chegar a um dos municípios para a palestra teve recepção calorosa. Aquilo o deixou animado. Gervásio, admirado com tanto carinho, sensibilizou-se. Retribuiu a cada abraço de maneira efusiva demonstrando enorme gratidão.

    Depois da costumeira conversa de boas vindas, os anfitriões levaram-no para o local da palestra. O orador estava ansioso para conhecer o centro espírita. Mas, lá chegando, para sua surpresa constatou que o centro não era espírita, se é possível dizer que existe algum centro que não seja espírita.

    Sim, os amigos que calorosamente receberam Gervásio não eram espíritas, mas sim umbandistas.

    Gervásio não sabia, afinal, fora convidado para falar em centro espírita, mas...

    Mas, o orador não se fez de rogado.

    Se pensa que ele foi embora, caro leitor, está enganado. Gervásio ouviu com atenção os hinos entoados pelos amigos da Umbanda e, posteriormente trouxe a todos sua mensagem, obviamente que fundamentada nas lições de Allan Kardec, afinal, ele era espírita.

    Ao término da palestra, aplaudido de pé pelos amigos umbandistas, despediu-se levando consigo as benção de Pai Joaquim...

     

    Espiritismo e Umbanda são diferentes, qualquer mediano conhecedor da Doutrina Espírita sabe disso, portanto, ocioso relatar. No entanto, qualquer mediano conhecedor da Doutrina Espírita sabe da essência caridosa e humanitária do Espiritismo.

    A Doutrina Espírita ensina que o importante é fazer o bem, agir corretamente. Divulgar e exemplificar o amor são princípios fundamentais que sobrepujam qualquer crença. Justamente este assunto foi abordado por Kardec em O Livro dos Espíritos, indicamos ao leitor consultar a questão de 982 para maiores informações, todavia, podemos adiantar que o bem é sempre o bem.

    A verdade é que somos irmãos, caro leitor! Gervásio agiu corretamente! Respeitou a crença alheia. Fez melhor: interagiu sem criar preconceitos ou lamentáveis barreiras impostas pela velha e triste discriminação.

    Lembrei-me então de Mãe Menininha. Que maravilha sua existência!  A mais famosa mãe de santo do Brasil foi a representação legítima do respeito às diferenças. Freqüentava as missas da igreja católica. Nossa querida Mãe Menininha pela dignidade de suas ações tornou-se a grande responsável pela quebra de um paradigma: mulheres com saias e adereços poderiam assistir missas. Maravilha!

    Gostaria muito de tê-la conhecido. Infelizmente não tive oportunidade. Aliás, tenho certeza que Mãe Menininha pelo seu apreço ao respeito deve ser grande amiga de nosso Chico Xavier. Aliás, eram de estados vizinhos, estavam próximos. Ela na Bahia, ele em Minas Gerais.

    Também não tive a oportunidade de conhecer Chico.

    Quem sabe no futuro, quem sabe no futuro eu não tenha a chance de encontrar em alguma esquina do universo esses baluartes do respeito ao próximo.

    E o Gervásio? Ah, sim, o Gervásio está bem, com certeza perambulando por esse mundo a falar das glórias do Evangelho em centros espíritas ou nem tanto...

    Wellington Balbo é autor do livro "Lições da História Humana", síntese biográfica de vultos da História, à luz do pensamento espírita, palestrante e dirigente espírita no Centro Espírita Joana D´Arc, em Bauru. 

     



    Escrito por José Aparecido às 00h20
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    ESPERANÇA SE  CONSTRÓI  NO  PRESENTE

     

    Coronel Pedro de Amleida Lobo 

     

       História é ciência dos fatos acontecidos. Vamos a ela.

       Narra a Bíblia Católica e Protestante que naquele dia, em uma das sacadas do luxuoso palácio de Pôncio Pilatos, que dava frente ao enorme pátio onde o povo hebreu se acotovelava para publicamente julgar os destinos de dois prisioneiros. Jesus de Nazaré e Barrabás. Em dado momento essa autoridade, representando o imperador romano, determinou que o povo escolhesse por aclamação, quem deveria ser crucificado. A voz do povo decidiu que deveria ser Jesus de Nazaré. Neste ato. A voz do povo foi a de Deus?

        Para colonizar o Brasil o povo português aquietou-se quando soube que iria escravizar os negros africanos. Continuou nessa situação após tomar conhecimento de que aqueles pobres e coitados  viviam em condições subumanas. A voz do povo português foi a voz de Deus?

        A raça ariana, na pessoa do Adolfo Hitler, estabeleceu que deveria exterminar com pessoas de outras raças. É sabido que mataram milhões de seres humanos sem lhes darem mínimas condicionantes para se defenderem. A voz desse povo foi a de Deus?

       Quando o povo de uma nação levanta sua voz fomentando guerra. Essa voz é a de Deus.

       Por outro lado é válido perguntar:

    Quando um Pais, principalmente onde no seio dos seus habitantes reinam misérias de todo tipo e as autoridades constituídas e representativas ignoram a existência delas e com mais agravantes, colaboram para que elas aumentem quer, aumentando seus salários polpudos salários, e vão mais além, criam mecanismo para se locupletarem como dinheiro público  a custa da miséria humana. A voz desse povo é a de Deus?

       Dentro dessa tese, está a esperança. Diz a voz do povo que a esperança é única que morre. Ledo engano. Ela jamais morrerá por ser uma das virtudes teologais, segundo Paulo de Tarso.

    Essa palavra vem do grego com a seguinte composição:

     

    theos= Deus

    logos= palavra.

     

        Na prática as virtudes teologais são:

    - Fé inabalável aquela que encara a razão face a face em todas as épocas da humanidade

    - Caridade que se traduz em: benevolência para todos; indulgências para com as culpas dos irmãos; e perdão das ofensas

    - Esperança morada sagrada dos nossos sonhos. Etimologicamente formada por sper = construção e ança= movimento

    Portanto. Esperança é construção em movimento.

        É por isso que a esperança se constrói no presente. Depois poderá ser tarde demais. 

    Cel Lobo                    

     

    Cel. Pedro de Almeida Lobo é tenente coronel do exercito, Presidente do Grupo Espírita Amor e Paz, representante da Cruzada dos Militares Espíritas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (CME-MT/MS), dirigente e orador espírita em Campo Grande (MS). 

     

     



    Escrito por José Aparecido às 13h23
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       “A Esperança na vida versus a cultura do medo” 


     

    Por Jane Maiolo

     

     

                De onde vem o sentimento do medo? Por que temos medo de sentir medo? O que desperta a inquietação na alma ate o perigo até mesmo imaginário?

                Questiona-se aqui apenas o medo comum, o medo nosso de cada dia e não o medo síndrome, o medo patológico, o medo transtorno e psicossomático.

    Grandes personalidades da humanidade admitem que têm medos ou já passaram por situações que desencadearam medos terríveis.

    A cultura do medo cerceia a liberdade do homem impedindo-o de viver livremente, sem amarras. Temos medos de muitas coisas. Temos medo de falar, de ouvir, de pensar, de tocar, de sentir. Medos inexplicáveis que nem ousamos achar as respostas. Estamos atrofiando os nossos sentidos por medo.

    Incorporamos até mesmo o medo alheio. Tememos assaltos, estourar o cheque especial, tememos andar bem vestidos, mal vestidos. Temos medo de errar, de viver e de morrer.

    Somos assim, seres amedrontados que temem até mesmo as críticas, e muito de nós preferimos passar uma vida toda no anonimato a nos expor a uma situação que nos colocaria em evidência.

    Se o ditado popular diz: filho de peixe... peixinho é, então devemos por convicção entender que filho de Deus... deusinho é. Somos isso! Deusinhos e somos capazes de nos livrar dos medos, dos preconceitos, do egoísmo, do orgulho, enfim, das amarras e superar nossas deficiências.

    A cultura do medo é instalada desde o berço, veja bem. Quando embalamos nossos filhos para niná-los cantamos as cantigas: boi-da-cara-preta nana nenê que a cuca vem pegar, enfim, desde pequenos somos ensinados, condicionados, consciente ou inconscientemente, que devemos temer algo, alguém ou alguma coisa. Tememos até mesmo Deus.

    Mas não é esse o sentido da vida, deveríamos instalar desde o berço a esperança, a confiança, a cultura do afeto, pois lembrem-se: filho de Deus... deusinho é!

    Somos criaturas com potencial afetivo imenso, amamos com facilidade nos apaixonamos constantemente pela vida, pelas coisas, pelas pessoas, basta encontrarmos um caminho para a vida valer a pena.

    A cultura do medo deve ser banida da sociedade, assim como a corrupção, a ironia, a desvalorização do ser humano.

    Não é essa uma visão ingênua, romântica, e utópica, mas uma visão corajosa, esperançosa e idealista, sei que vale a pena investir nos princípios (muitas vezes sinônimo de afeto), nos conceitos, valores e atitudes do ser humano, um ser incrível, magnífico e curioso, como afirmo sempre.

    A cultura da esperança se inicia com o direito à liberdade, um sorriso e um gesto de confiança.

    A teoria de Erickson nos revela que nos primeiros meses de vida, o bebê adquire a confiança ou o medo que perdurarão pela vida toda. Salvo os casos de análises, terapias, etc.

    A criança maltratada cresce rancorosa e agressiva. Humilhada, acumula sentimento de culpa, revolta e inferioridade e lembrem-se que um dia serão adultos e essas características poderão acompanhá-la.

    Quando instalamos a cultura da esperança e tratamos com justiça e afeto nossas crianças, elas desenvolvem o respeito, a confiança o sentimento de amizade, aprende a gostar de si e dos outros e são extremamente afetuosas.

    Falar em esperança é acreditar que somos brasileiros e podemos mudar nossas vidas. Sei que muitos pensam em roubar os nossos sonhos, enlameando nossa história com corrupções, mensalões e despautérios, mas é preciso acreditar que é chegado o momento da guinada, onde a esperança vence o medo e não se pode mais roubar a esperança de uma nação que aprendeu a aceitar tantos medos, adversidades e pluralidades. Somos brasileiros, deusinhos e não podemos desistir nunca.

    Quando somos jovens perdemos a saúde correndo atrás do dinheiro e quando envelhecemos, gastamos todo o dinheiro correndo atrás da saúde. Realmente não entendemos a nossa proposta para a vida, falta-nos a esperança!

    Nunca li em bula de remédio nenhum medicamento que aumentasse a esperança, esse componente tão imprescindível para nossa sobrevivência. Célebre a frase do autor que diz: “Se quiser matar um homem, rouba-lhe a esperança”. O único remédio capaz de aumentar nossa esperança é aquele que encontramos somente dentro de nós. O medo não deve ser causa do nosso insucesso.

    A esperança significa luta, mudança, fé em conseguir o que se deseja, e negar a nós mesmos esse talento é ato de profunda covardia.

    Redescobrir o verdadeiro sentido da vida é dar-nos a chance de um futuro feliz e isso é esperança pura e viva.

    Priorize seus momentos, descubra o que valha a pena, ame, perdoe, sorria, pois amanhã é outro dia. Seja feliz, com esperança e sem medos.

     

     *Jane Maiolo é professora de ensino fundamental e dirigente espírita na cidade de Jales/SP 



    Escrito por José Aparecido às 16h18
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    Espíritas ou espírolas

    Por Joana Abranches


     

    Já faz algum tempo, uma antiga vizinha sem papas na língua, me vendo sempre às  voltas com atividades na Casa Espírita, um dia não resistiu e em meio a uma conversa acabou "soltando" que eu era "muito carola!" Levando a coisa na farra, tentei argumentar: - "Mas eu sou espírita e não católica..." Ela aí­ não titubeou: - "Então é espirola."

    O pitoresco virou piada, mas trouxe à  tona uma séria questão: até onde nós, espíritas, estaremos descambando para o igrejismo e a superficialidade?

    Temos visto Grupos tão obsecados com assiduidade e pontualidade, tão cheios de regras, critérios, exigências e uma intolerância tal, que mais parecem a velha e inquisitorial igreja romana da idade média que oficinas fraternas de estudo e vivência do Evangelho de Jesus.

    Onde foi que perdemos o rumo da fraternidade? Que paramentos invisíveis ainda nos fazem oscilar entre a pseudo-superioridade dos sacerdotes e a submissão dos beatos?

    Em um dos costumeiros papos fraternos com meu saudoso amigo Palhano Jr.., uma vez questionei: - Por que será que os espíritas se degladiam tanto por cargos, até mesmo naqueles grupos minúsculos que ficam lá onde Judas perdeu as botas?... Bem-humorado, como sempre, ele me respondeu com uma risadinha marota: - "A briga é pelo poder sobre as almas, minha cara. Muitos espíritas ainda se alimentam da autoridade clerical que tinham, quando nas fileiras do catolicismo. O poder vicia."

    Para esse autoritarismo rançoso, o que não faltam são defesas equivocadas. Afinal, Emmanuel recomendou: "Disciplina, disciplina, disciplina.." Foi o bastante para que instruções superiores, aplicadas a um contexto especí­fico, se tornassem o jargão justificador da inflexibilidade fria que campeia em nosso meio e que vem transformando nossas instituições - destinadas a ser escolas do amor - em verdadeiros quartéiss de controle e enquadramento. E quantos exageros em nome da disciplina...

    Certa vez, uma palestrante habitualmente pontual, chegou à  nossa reunião pública em cima da hora. Estava mortificada. Por mais que tentássemos deixá-la à  vontade, repetia sem parar que "a espiritualidade tem horário a cumprir." Naquela noite o seu desempenho, obviamente, não foi dos melhores. Porém, é perfeitamente compreensí­vel a reação da companheira. Ocorre que se os dirigentes espirituais levam em conta que estamos na matéria, sujeitos a limitações e imprevistos comuns à vida terrena, os dirigentes encarnados, em grande maioria, não o fazem. Numa afirmação de poder, até mesmo inconsciente, sobretudo com relação aos médiuns, insistem em generalizar, e saem por aí­ a prodigalizar suspensões ou prescrições de inumeráveis passes e palestras doutrinár¡as, até que o faltoso ou atrasadinho, supostamente reequilibrado, mas no fundo, punido, possa então reconquistar a permissão  de voltar às atividades....

    Haja penitência!

    Façamos o dever de casa. No Livro dos Médiuns, cap.XXIX, top. 333, ao tratar das reuniões espí­ritas, o codificador é muito claro: "Se bem que os espí­ritos prefiram a regularidade, os verdadeiramente superiores não são meticulosos a este ponto. A exigência de uma pontualidade rigorosa é um sinal de inferioridade, como tudo o que é pueril.."

    Tão preocupante, também, a falta de naturalidade com que as pessoas tem se comportado no ambiente espí­rita. Observa-se uma despersonalização e um formalismo alarmantes, em lugar da camaradagem espontânea que deveria existir entre irmãos. Não raro, rir e brincar inter-reuniões parece ser, implí­cita ou explicitamente, proibido: - "Quebra a vibração." Cada vez mais, os cumprimentos espontâneos e afetivos tem dado lugar a frases feitas, piegas e que soam muito falso. Na fala, como na escrita, temos substituído expressões carinhosas e simples do cotidiano por uma linguagem impessoal, "santificada" e obsoleta, incompatível com os novos tempos. Ah, as palavras ensaiadas... Os gestos contidos... Ladainhas do passado, ainda tão presentes, a nos distrair de nós mesmos....

    Nas Casas Espíritas, dirigentes preocupados apenas em dirigir e coordenadores tão somente concentrados em coordenar, esquecem o essencial: AMAR. Casas se agigantam e pessoas viram número, em ambientes tão impecáveis quanto frios. Alguém notou a tristeza daquele companheiro ou a ausência daquele outro? Ocupados em crescer, no quantitativo, ignoramos Kardec a recomendar grupos pequenos e o alerta do próprio Chico, que já dizia: - "Em Casa que muito cresce o amor desaparece."

    Perdidos numa burocracia sem sentido, senhas e formulários vão aos poucos tomando o lugar do coração e transformando nossos atendimentos fraternos em patética mistura de clí­nica psicológica e confessionárioo, onde o indiví­duo precisa seguir à risca as etapas cronometradas do tratamento para obter "alta" ou "absolvição. " Assim, desorientados orientadores, em tom grave e superior, seguem dando receitas iguais para problemas diferentes. Alguém sofreu uma perda e busca notícias do ente querido desencarnado? Que vá "baixar" noutro Centro, porque nos mais ortodoxos ouvirá rispidamente que o telefone só toca "de lá pra cá" e fim. A alegação de que a mediunidade não está a serviço de problemas "domésticos" e sim de coisas mais sérias. Valei-me Chico Xavier! Quanta saudade da mediunidade a serviço do amor, do consolo aos desesperados de toda a sorte...

    Nas reuniões públicas, companheiros carrancudos às portas das cabines de passe chamam com voz cavernosa: - Os próximos! E aquele que está indo pela primeira vez fica a imaginar que ritual terrível deve acontecer naquela salinha escura onde todos entram cabisbaixos, como bois para o matadouro. Diretores severos, após comoventes preces, olham por baixo dos óculos com olhar de censura para a mãe de alguma criança que chora, ou pedem que se retire. Médiuns coreografados sincronizam movimentos como se fossem clones uns dos outros. Qualquer semelhança com farisaísmo, lamentavelmente, não será mera coincidência.

    Na Evangelização, criança que chega atrasada volta; Se falta muito é cortada; Mesmo aquela que mais precisa da orientação e do pão. A mãe, senhora simplória assistida pelo Grupo e que muitas vezes sequer tem o dinheiro da passagem, ouve um duro sermão de alguém que ignora a sua difí­cil realidade. Normas são normas. Quem negligenciar a frequencia dos filhos não tem direito a cesta básica. O tom é incisivo. Muitos dirão que é necessario usar estratégias para evangelizar "os nossos irmãos que mais precisam". Talvez tenham razão... Parece que são os espíritas que já não precisam mais do Evangelho...

    Navegantes desatentos às ciladas da superfície, não percebemos o risco de naufrágio iminente. Parecemos surdos à  conclamação do Espírito de Verdade: -"Espí­ritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento" - E indiferentes à  terna advertência de José, Espí­rito Protetor, a nos lembrar que "a indulgência atrai, acalma, reergue, ao passo que o rigor desencoraja, afasta e irrita." Até quando continuaremos atraí­dos pelo canto da sereia?

    Há que se ter humildade para repensar nossas práticas doutrinárias, reconhecer equí­vocos, resgatar a doutrina simples e libertária de Jesus. Há que se ter coragem para mudar, para substituir a frieza dogmática que tem nos engessado pela convivênciaa fraterna, calorosa e solidária que nos identificará, de fato, como cristãos redivivos.

    Espí­ritas ou "espirolas"... O que temos sido? O que realmente queremos ser? Cada um se perceba e se responda. Ainda há tempo.

     
    *Joana Abranches  Assistente Social, escritora e Presidente da Sociedade Espírita Amor Fraterno Vitória/ES - Joanaabranches@gmail.com - amorefraterno@gmail.com

     



    Escrito por José Aparecido às 18h14
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    MENTIROSO

     

    Coronel Pedro de Amleida Lobo 

     

     

    Jesus de Nazaré, antes de formar o Colégio Apostólico, pregava a Judaísmo de conformidade com o que previa o Tanach.  Velho Testamento nos dias atuais. A Bíblia Judaica que alberga o Decálogo recebido por Moisés, no Monte Sinai.

    Nas suas pregações, além do “Amar a Deus sobre todas as coisas”, preconizava que se deveria “Amar ao próximo como a si mesmo” contrariando, destarte, Lei de talão que previa “olho por olho”, “dente por dente”. Logo não existia a figura do perdão contrapondo os ensinamentos de Jesus que aconselhava  perdoar 70 vezes 7 vezes. Por essa atitude foi considerado subversivo sendo-Lhe vetada a oportunidade para pregar na sinagoga. Entretanto, um dos  Apóstolos, Simão Zelote, cedeu-Lhe um espaço na sua casa.

     

    Em uma das primeiras aulas ministradas disse: “Eu não vim destruir a Lei nem os profetas. Mas para que eles sejam cumpridos até a última letra” (do Hebraico).

    Qual é essa Lei?

    - Resposta.  Amor

    E os Apóstolos?

    - Resposta. Os Prepostos do Cristo que Ele enviara, enviava, enviou, envia e enviará para a Terra, até quando for necessário para ensinar aos humanos a regra do bom e bem-viver.

    Para tanto, a Verdade tem que imperar soberanamente porque tem a clareza em si mesma que ilumina a justiça e faz resplandecer a Lei maior que rege o Universo ( AMOR).

     

    A pedagogia, didática e técnica de ensino do Mestre dos mestres eram recheadas de “causos e estórias” (parábolas) com fundos de verdade. O interessante e importante é notar que para chamar atenção sobre o conteúdo da mensagem, em síntese exclamava: “em verdade em verdade Eu vos digo. Exemplo:

    - Em verdade em verdade Eu vos digo: “conhecerei a verdade que a verdade vos libertará”

    - Em verdade em verdade Eu vos digo: “a cada um será dado conforme a sua obra”

    - Em verdade em verdade Eu vos digo: “ninguém entrará nos Reinos dos Céus, se não nascer de novo”.

    - Em verdade em verdade Eu vos digo: “seja vosso dizer sim, sim; não, não”....

     

    Com essa frase de efeito enalteceu a verdade que liberta, repudiando, a mentira que acrisola no egoísmo elimina o mérito de quaisquer realizações.

     

    Dessa forma podem-se estabelecer algumas formas de mentir

    Mentir compulsiva  e aleatoriamente sem causar  danos a alguém. É um VÍCIO

    Mentir para adversários. É uma forma de DEFESA (sem entrar no mérito da questão)

    Mentir com intenção de tirar proveito envolvendo pessoas com quem se relacione costumeiramente. É FALSIDADE.

    Falsidade com amigo. É TRAIÇÃO.

    A traição perante a sociedade, por quem detém cargos e encargos para cuidar das coisas públicas e não o fazem, maculando suas condutas ético-morais, locupletando-se através de falcatruas, negociatas espúrias para abocanhar recursos hauridos dos cofres   públicos, desrespeitando as mínimas necessidades humanas. É CORRUPÇÃO.

     

    Portanto, seja lá de que forma, maneira ou estágio que estiver sendo utilizada, a mentira, ela poderá estender seus nefandos tentáculos por caminhos trevosos e imprevisíveis.  Apenas uma certeza. Todo mentiroso é digno repúdio e pena. Cel Lobo

     

       

    Cel. Pedro de Almeida Lobo é tenente coronel do exercito, Presidente do Grupo Espírita Amor e Paz, representante da Cruzada dos Militares Espíritas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (CME-MT/MS), dirigente e orador espírita em Campo Grande (MS). 

     


    Escrito por José Aparecido às 11h58
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    CAFÉ E TRABALHO

    Aylton Paiva 

         

                Havia saído de uma cafeteria.

                Gosto de um cafezinho. É muito bom!

                Atravessei a rua e deparei com uma porta ampla e na  sala que ela dava entrada várias pessoas estavam sentadas.

                Olhei os rostos. A maioria jovens e alguns menos jovens.

                Olhares ansiosos e de expectativas.

                Dava para se ler as mensagens nesses olhos: esperança, medo, oportunidade, temor, coragem.

                O enigma do futuro.

                Era uma agência de empregos.

                Lá estavam para preencher fichas de solicitação de emprego e também, possivelmente, entrevistas para adequação de perfis aos cargos disponíveis.

                A busca do trabalho.

                O trabalho é condição de dignidade ao ser humano.

                Manter a própria subsistência e quando for o caso da família.

                Ter trabalho não deve ser um privilégio, porém um direito.

                Continuei caminhando pela calçada e os pensamentos  fluiam no inextrincável processo de associação de idéias.

                Lembrei-me de um texto que fala sobre a beneficência e o trabalho e assim ele diz: “ A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguarda-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola.”( O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII, item 3)

                Mesmo nas condições mais precárias do ser humano, é mais importante que ele tenha o direito ao trabalho do que lhe oferecer  recursos assistenciais ou caridade a de dar-lhe gêneros alimentícios ou dinheiro. A não ser em extrema urgência.

                O trabalho não é apenas meio para se ganhar dinheiro, ele é instrumento de progresso para o espírito imortal, segundo a Doutrina Espírita.

                O Livro dos Espíritos, sistematizado por AllanKardec, consagra na sua Terceira Parte – Das leis morais, um capítulo sobre a Lei do Trabalho.

                Quando Kardec indagou aos Mentores Espirituais porque o trabalho se impõe ao homem ( questão 676) eles responderam:

                “ Por ser uma consequência  da sua natureza corpórea. É expiação e, ao mesmo tempo, meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Mesmo ao extremamente fraco do corpo Deus outorgou a inteligência.”

                Na associação de pensamentos rememorei, também, a questão anterior do mesmo livro: “ Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?

                Resposta: “ Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho”.

                Que abrangência tem essa afirmação: toda ocupação útil é trabalho!

                Portanto, o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho, afastando assim, moralmente, toda forma de exploração do homem pelo trabalho para satisfazer o interesse econômico. O ser humano jamais poderá reduzido a “instrumento de trabalho”

                Então me lembrei, outra vez, daqueles rostos jovens, olhares ansiosos, tementes do futuro e deduzi: o trabalho é uma ação social e espiritual, pois o homem participa como seu corpo e espírito, não importando seja a atividade chamada manual ou intelectual.

                Deparei-me, a alguns passos da agência de trabalho, com um gari varrendo a rua. Pensei: quando a sociedade vai entender e respeitar a dimensão social e espiritual do trabalho, pois o trabalho  é um instrumento de progresso social e espiritual. É um componente da dinâmica evolutiva do ser humano e da sociedade.

                Parei de meditar. Eu, felizmente, tinha trabalho aguardando-me e, depois dele... um cafezinho!

                         Aylton Paiva é agente fiscal de rendas aposentado, ex-diretor da Câmara Municipal de Lins e dirigente espírita em Lins/SP.

     

     



    Escrito por José Aparecido às 22h34
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    QUE SOU?

     

    Maria Luzia Almeida Rosa 

     

    Somos caminhantes do infinito, rumando á eternidade.

    Uma das grandes preocupações do ser humano é a busca incessante em desvendar o enigma da vida; do seu “SER”. Como posso penetrar neste Universo sem violar as leis Divinas? Qual é o segredo que está por trás de tudo isso?

    Muitas vezes não conseguimos essa interação, isto é, as coisas materiais são tão próximas á nós que as coisas espirituais tornam-se muito e muito longe. Talvez esta dificuldade seja do próprio ser humano, que tenha esquecido o endereço de Deus.

    Envolvidos neste mundo virtual, da tecnologia, da correria do dia a dia estamos sem tempo para sonhar, para viver, para amar, para as grandes descobertas da vida. Diante do Infinito a nossa estadia aqui é tão rápida. Que são: 40, 50, 60,70 anos frente á eternidade? Já parou para pensar em tudo isso? Ora! Não! Não! Não quero perder tempo para parar, meditar, refletir, reavaliar os valores, porque eu vou enlouquecer, ou não vou suportar tanta pressão. Não quero isso para mim.  O ser humano é um ser inteligente e criativo para resolver problemas e superar dificuldades. Podemos mudar a nossa História. E, com a chegada do século XXI, a esperança acena com horizontes iluminados para a caminhada de ascensão espiritual da Humanidade. O resgate de si mesmo há de se tornar meta prioritária das sociedades sintonizadas com o Progresso e com a luz.

    O bem-estar do Homem, no seu mais amplo sentido se tornará o centro das cogitações da Ciência, da Religião e da Filosofia. A maioria de nós precisamos de ajuda para descobrir até que ponto podemos ser bons. O sol nasce para os bons e maus, a chuva cai para os honestos e desonestos, viver por opção e não por acaso. Quem precisa de médicos não são os sãos, mas sim os doentes. Jesus investiu sua inteligência em pessoas complicadíssimas para mostrar que todo ser humano tem Esperança. O Mestre dos Mestres tinha de revolucionar a personalidade do seu pequeno grupo para que os discípulos revolucionassem o mundo. E sabedores de que tudo depende da conscientização de que somos um espírito imortal, permanecemos indiferentes quanto á nossa origem e destinação, continuamos vivendo os valores imediatistas e permanecendo desencontrados e infelizes.Quando educarmos os valores que trazemos em nós, filhos de Deus que somos todos, as carências e os conflitos existenciais passarão para sempre.

       

    Maria Luzia Almeida Rosa é funcionária pública aposentada, dirigente na Instituição Nosso Lar em Araçatuba e ex-presidente da União das Sociedades Espíritas (USE)  

     

     


    Escrito por José Aparecido às 22h03
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    VIVER A LIBERDADE

    Aylton Paiva 

    paiva.aylton@terra.com.br

       

       Dirigia meu carro, tranquilamente, seguindo o da frente, quando chegamos numa esquina sinalizada por farol.

                O veículo na minha dianteira diminuiu a velocidade, o sinal estava vermelho, logicamente achei que ele iria parar.

                Também diminui a velocidade do meu pronto para frear. Para minha surpresa, o motorista do automóvel à frente imprimiu forte velocidade e atravessou o cruzamento com o sinal vermelho.

                Atravessado o cruzamento de duas ruas movimentadas, o condutor do veículo, no meio do quarteirão, estacionou-o.

                Surpreendi-me com a imprudência à luz do dia, mais precisamente em torno de nove horas.

                Passada a surpresa comecei a pensar... Porque ele teria feito isso?

                Pode ser que estivesse muito preocupado com algo que lhe acontecera ou ainda iria acontecer e não percebera a luz vermelha do semáforo.

                Não era o caso, pois, ele chegou a diminuir a marcha do carro e, em seguida, acelerou rapidamente, portanto estava consciente do que estava fazendo.

                Ocorreu-me, então, uma idéia: ele era daqueles que achava ser a sua liberdade uma faculdade sem restrição.

                Sim! Ele era livre para agir de conformidade com os seus interesses e para satisfação do seu “ego”. Para atingir os seus objetivos, tanto quanto lhe fosse possível, não haveria restrições à sua liberdade.

                Em nossa sociedade há muitas pessoas que assim pensam e assim agem, em todas as suas camadas sociais.

                Numa seqüência de associação de idéias lembrei-me do tema que havíamos estudado e debatido em nosso grupo de estudo espírita: A Lei da Liberdade.

                A Lei da Liberdade constitui o capitulo dez da Parte 3ª – Das leis morais de O Livro dos Espíritos, organizado e sistematizado por Allan Kardec.

                Lenita havia indagado:

                - Existe a plena liberdade, ou seja: cada um pode fazer o que quiser?

                Como coordenador dos estudos, disse-lhe: vamos consultar a questão nº 826 de O Livro dos Espíritos: “ Em que condições poderia o homem gozar de absoluta liberdade? A resposta: - “ Na do eremita no deserto. Desde que juntos estejam dois homens, há entre eles direitos recíprocos que lhes cumprem respeitar: não mais, portanto, qualquer deles goza de liberdade absoluta.”

                Luiz Cláudio obtemperou:

                - É verdade, a nossa liberdade termina quando começa a do outro, aliás, essa afirmação serve para todos os direitos.

                - Você tem razão, - falou Renata – contudo, como fazer para que a liberdade de um não avance sobre a liberdade do outro?

                Consultando o que já houvera escrito* comentei: A liberdade depende da fraternidade e da igualdade. Onde houver uma convivência fraterna, exteriorizada em amor e respeito, acatando-se o direito do próximo, haverá a prática da justiça e consequentemente existirá liberdade.

                O egoísmo que tudo quer para si, e o orgulho, a expressar o desejo de domínio, são inimigos da liberdade.

                Sai da minha divagação e retornei ao momento presente...

                O motorista imprudente expusera os demais e a si mesmo à possibilidade da ocorrência de acidente com consequência imprevisível. Ele pensara apenas na própria liberdade: fazer o que quer!

                Ainda que não se preocupando com a liberdade do próximo a estabelecer-lhe o limite da sua, a sociedade organizada ali estava para determinar-lhe o limite da liberdade: o farol vermelho – pare!

                A liberdade não se confunde com a irresponsabilidade.

                Sinalizei – dei seta – e estacionei o carro, com liberdade e segurança, para mim e para os demais motoristas e motociclistas.

                Que Deus me ajude sempre a exercitar liberdade e a respeitar  a liberdade do outro, balizada por normas legais ou éticas.

                Isso é importante para nós, você não acha?

     

       O Espiritismo e a Política para a Nova Sociedade – cap. O Espiritismo e a Liberdade - Ed. Casa dos Espíritas

     


    Escrito por José Aparecido às 09h58
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    Obrigado, Mãe!

     Orson Peter Carrara 

     

    Um dos grandes desafios dos pais está na educação dos filhos, está no conviver com a imaturidade própria de cada idade e nos estágios próprios de crescimento intelecto-moral de nossa natural condição humana. Cada idade tem seu desafio próprio e mesmo na maturidade estamos todos às voltas com dificuldades e permanentes aprendizados. A condição de pai e mãe nos impõe, antes que um direito, o dever de alertar sobre os perigos a que estão expostos os filhos, nas diferentes situações de convivência. É verdade que todos somos individualidades, com vontades próprias e visões distintas. Mesmo assim, a experiência dos anos é fio condutor dos relacionamentos.

    Parece-nos, pois, oportuno, lembrar que é sempre é bom alertar. O alerta de hoje é bastão de segurança nos desafios que enfrentam.

     As mães, portadoras de uma sensibilidade mais apurada que os pais, são mestras da intuição quando os filhos correm algum perigo ou não estão bem. Nem sempre são compreendidas, mas o amor pelos filhos fala mais alto que os desafios e conseqüências que possam enfrentar, muitas vezes até com risco da própria vida, como tantos exemplos que se tem visto.

    Conheço um caso de uma garota que hoje afirma à mãe:

    Obrigado, mãe, por ter me aberto os olhos, por ter insistido em alertar-me. Se eu voltar ao mesmo comportamento, por favor me interne porque estarei desequilibrada....

    Hoje enxergo o precipício a que estava me expondo. Destaco a expressão da garota: por ter insistido em alertar-me.

    É normal que os filhos não ouçam os pais até por uma questão de auto-afirmação. Muitas vezes por teimosia e na maioria das ocasiões pelo amadurecimento que ainda não veio. E já sabemos, até por experiência, que só vivendo mesmo para aprender devidamente.
            Mas, na condição de pais e educadores, temos o dever de alertar. Sem agressão, é claro. Mas temos que esclarecer, tentar abrir os olhos, para não sermos chamados no futuro de omissos ou relapsos. A experiência de vida, o acúmulo dos anos que passam e os testes difíceis de cada desafio fornecem amadurecimento. Mas não temos o direito de impor, especialmente depois que atingiram a maioridade, embora tenhamos o dever de alertar. Por isso, pai e mãe, nunca deixemos de alertar.

    Não somos pais por acaso. Nossos filhos nos foram entregues para os orientemos na vida.   Para que os conduzamos através de exemplos e de condutas éticas, dignas.
    Olhemos, pois, os filhos como pérolas emprestadas a quem devemos cuidar e guardar com todo carinho. E isso sem sufocá-los, sem tentar que sejam como nós mesmos e ao mesmo tempo, com o dever de ajudá-los a vencerem igualmente os naturais desafios da vida humana. Tarefa árdua, mas altamente compensadora.

    E as mães, homenageadas em maio, são credoras de nosso maior respeito e gratidão. Pelo que fizeram e continuam fazendo. Doadoras de vida, sábias condutoras do amor de Deus, só elas mesmo sabem o que é ser mãe.

    Muitas vezes enfrentam a indiferença, a ingratidão, a carranca, o a expressão “bicuda” e toda sorte de agressões. Mesmo assim não renunciam ao papel de mãe! Só elas são capazes de amar verdadeiramente. Um amor incomparável, único, pois que oriundo das próprias entranhas. Por isso, faço minhas as palavras da garota citada: obrigado, mãe!
             Afinal, somente o amor é capaz dos prodígios de uma mãe...

    Como sugestão aos leitores, em homenagem às mães, gostaria de indicar o belo livro de bolso, com preço muito acessível, PARÁBOLAS DE BOA NOITE, do Prof. Maurício Mancini. São casos, histórias, relatos e mensagens de amor que vão homenagear essas benfeitoras da vida.

    O leitor pode conseguir o livro pelo e-mail atendimentoaoleitor@mythoseditora.com.br ou também pelo telefone 0 xx 11 2409-1540.

     

    Orson Peter Carrara é Escritor e orador espírita residente na cidade de Matão, é Consultor Editorial. 

     



    Escrito por José Aparecido às 00h01
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    TEMPO E OPORTUNIDADE

     Cel. Pedro de Almeida Lobo

        Tempo.

        Diz o provérbio popular: “para quem pode esperar, o tempo é o melhor remédio”. Só não diz qual a doença que ele trata ou cura.

        Entretanto, é possível utilizá-lo para armazenar ou soterrar sofrimentos, dores, frustrações, traições e outros tipos de anomalias psicoemocionais que perturbem e que poderão redundar em doenças psicossomáticas e espirituais.

        O antídoto para precaver-se, tratar ou curar as doenças produzidas pelo seu uso inadequado é aproveitando o presente, para fazer grandes as pequenas e felizes realizações que se tenha condições, capacidades e boa vontade para realizar.

        É interessante notar-se que, no tocante ao tempo real (presente), ele não é contado pelo tic-tac do relógio, e sim por aquilo que se faça em cada momento da vida.

        É uma lógica insofismável. Deus, no Seu amor, bondade e justiça infinitesimais o distribuiu igualmente para todos os Seus filhos, Sua imagem e semelhança. Todavia, não disponibilizou peças de reposição. Cada momento perdido é um ponto trevoso que se coloca na estrada da vida. Por outro lado, cada fração de segundo utilizado com sapiência, devotamento e abnegação, é gota de luz colocada à frente para iluminar os caminhos ainda que sejam acidentados, tortuosos ou tenebrosos.

        Oportunidade

        A oportunidade surgi a todo instante, no decorrer do tempo. A eficácia dela jornadeia pelos mesmos patamares quanto à utilização do tempo. Vale lembrar-se de que perder oportunidade de fazer o bem é apagar luz na caminhada. É de bom alvitre não se esquecer, também, de que a ausência de luz chama-se treva. Obstáculo tenebroso na evolução espiritual e moral.

        Tempo e oportunidade são preciosidades divinais que devem ser observadas, pesadas, medidas, contados e utilizadas com  ferramenta do amor, ungido pelo óleo da boa vontade, sob a égide inexorável da justiça para a prática da caridade. Cel Lobo

     

    Cel. Pedro de Almeida Lobo é tenente coronel do exercito, Presidente do Grupo Espírita Amor e Paz, representante da Cruzada dos Militares Espíritas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (CME-MT/MS), dirigente e orador espírita em Campo Grande (MS).

     

     

     



    Escrito por José Aparecido às 12h42
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    PENSAMENTOS, O ALICERCE DA NOSSA PERSONALIDADE

    Alkíndar de Oliveira

     

    Se quisermos ter uma vida em plenitude, é preciso darmos especial valor ao  teor dos nossos pensamentos, pois são eles que constituem a base de nossa personalidade. O encadeamento de informações deste texto reforça esta tese, o que significa que, para bem viver, a qualidade dos nossos pensamentos tem peso fundamental.

     

    Pesquisadores do comportamento humano afirmam que nossa personalidade pode ser definida como um conjunto de hábitos. Desse modo, é de fundamental importância termos hábitos adequados. Mas será que existe receita para transformarmos nossos hábitos para que eles sejam adequados? O sábio filósofo Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) indicou-nos uma maneira de proceder e caminharmos nessa direção. Segundo o filósofo, nossos hábitos são criados a partir da nossa iniciativa de passarmos a ter novas atitudes. Reforçando o óbvio, passarmos a ter atitudes que até então não tínhamos. Segundo Aristóteles se persistentemente repetirmos novas atitudes, adquiriremos novos hábitos. Mas, vale ressaltar: adquirir hábitos adequados ou inadequados vai depender, exclusivamente, dos tipos de novas atitudes que escolhermos. Boas atitudes, hábitos adequados. Más atitudes, hábitos inadequados.

    Sobre a importância de nossas atitudes, William James (1898-1944), um dos mais proeminentes psicólogos norte-americanos, disse: “A maior descoberta da minha geração é que o homem pode mudar sua vida, simplesmente mudando suas atitudes”. Mas como mudar para melhor nossas atitudes? Lembre-se que as atitudes são geradas pelos nossos sentimentos. Exemplificando, se eu estou sentindo amor por uma pessoa, minhas atitudes serão conduzidas em direção ao amor. Por outro lado, se tenho sentimento de ódio, minhas atitudes serão voltadas para o ódio. Chegamos à conclusão de que nossos sentimentos são o norte “do bem” ou “do mal” viver, pois, são nossos sentimentos que irão gerar boas ou más atitudes. No entanto, falta ainda descobrir: “Como cultivar bons sentimentos”? É a resposta a esta pergunta que inicia a construção do prédio de nossa personalidade. Saber a resposta, mas também nos conscientizarmos de sua importância, fará com que tenhamos uma personalidade saudável. Vamos à resposta. 

     

    No começo deste texto, afirmamos que nossos pensamentos sustentam nossa vida, pois constituem a base de nossa personalidade. Qual a razão dessa afirmação? O motivo é que nosso pensamento gera sentimento. O que deve induzir a questionarmo-nos periodicamente: “Qual é a qualidade dos meus pensamentos atuais?” É importante fazermos continuamente essa reflexão, pois se são nossos pensamentos que geram sentimentos, estes por sua vez geram atitudes que, conseqüentemente, formam novos hábitos que, por fim,  modelam nossa personalidade.  

     

    Que importância nós estamos dando ao teor dos nossos pensamentos?

    Para que nossa reflexão relativa a este auto-questionamento tenha ainda mais consistência, ressalto que, dentre inúmeros pensamentos que temos ao longo do dia, dois deles são os que se destacam em importância. Por essa razão, merecem nossa especial atenção. Quais são estes dois pensamentos tão importantes? Bem, o primeiro deles, é o pensamento que temos no momento em que nos levantamos, e o segundo é aquele o que domina nossa mente antes de dormirmos. Sintetizando, os pensamentos basilares são o primeiro e o último de cada dia. Esses dois pensamentos são vitais para o nosso bem ou mal viver. Ter autodomínio para bem direcioná-los, é a fonte de uma vida com real significado e sentido.

     

    Numa auspiciosa época em que - quebrando paradigma - pesquisa da revista Fast Company (EUA) dirigida ao mundo empresarial, coloca Jesus Cristo como um dos dez maiores líderes de todos os tempos, assume especial valor o comentário a seguir do autor espiritual Emmanuel. Ele nos mostra um caminho excepcional para termos bons pensamentos. De forma simples e objetiva Emmanuel aponta-nos o caminho da excelência no cultivo de bons pensamentos. Orienta-nos ele: “Lava os teus pensamentos em esforço diário, nas fontes do Cristo”(*). 

     

    (*) Capítulo 120 do livro Caminho, verdade e vida (FEB), Emmanuel/Francisco Cândido Xavier. Obs.: Os livros do autor espiritual Emmanuel ultrapassaram a tiragem de dois milhões de exemplares.

     

    Alkindar de Oliveira é consultor de empresas, expositor, professor de comunicação verbal, autor de vários livros, reside em São Paulo/SP

     

     



    Escrito por José Aparecido às 16h43
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    Médicos excomungados

                      Wellington Balbo – Bauru – SP

    A garota pernambucana de 9 anos estuprada pelo padrasto foi manchete nos mais diversos noticiários do Brasil. Natural a comoção em torno do caso, situações desse quilate envolvendo crianças mexem com todos. Ficam questionamentos, reflexões, não raro até a revolta toma posse dos mais exaltados.

    Todos sabem o desenrolar do dramático caso: os médicos realizaram o aborto na garota de 9 anos grávida de gêmeos do padrasto.

    O arcebispo de Recife excomungou os médicos. O vaticano apoiou a decisão. A população brasileira indignou-se. Interessante: o padrasto não foi excomungado. A visão da igreja católica ilustra a impunidade reinante em nosso país.

    Os responsáveis pelos crimes são sempre absolvidos pela “benevolência” dos homens. As vítimas, não raro são tratadas como culpadas em autêntica inversão. Aliás, o nome correto não é punição, mas, sim, colheita do plantio, ou seja, praticamos o mal e colhemos o mal. Nada de punição, apenas colheita da semeadura. Detalhe importante: a impunidade gera cidadãos irresponsáveis, sem compromissos com suas atitudes. Lembro-me de mãe que dizia amar o filho, e por isso aprovava todas suas aberrações quando criança e adolescente. O menino mordia os colegas, ela e o pai nada faziam. O garoto cresceu sem limites, achando-se o dono do mundo. Quando adolescente envolveu-se em terrível briga e nada de atitudes dos pais. Tornou-se um adulto irresponsável. Embora filho de família abastada envolveu-se com organização criminosa, ele e seu bando assaltavam bancos. Os pais lamentavam a escolha do filho e perguntavam-se: Em que nós erramos na educação de nosso filho? Erraram em deixá-lo sem limites, não o obrigando a assumir suas responsabilidades. Em um plano macro é assim que caminha nosso país, não impõe limites e responsabilidades a seus filhos. Uma pena!

    Compreende-se, portanto, que a igreja católica, a pretexto de defesa da vida recai em incoerências. Lutam contra o aborto, o que está correto, mas neste caso fazem de forma insensata. Quando as decisões são inflexíveis os equívocos são inevitáveis. E a vida da garota de 9 anos, quem defende? Quem restituirá os prejuízos advindos da prática violenta cometida pelo padrasto, alguém que deveria, antes de tudo, amá-la e respeitá-la?

    A igreja católica, com todo respeito a seus líderes, necessita rever alguns conceitos, modernizar as idéias e adequar-se ao mundo contemporâneo.

    O Espiritismo, por exemplo, é doutrina moderna, arejada e, como afirma seu codificador, tem como base o bom senso. Aliás, o Espiritismo também defende a vida e é notadamente contra o aborto. A codificação espírita, segundo consta na obra basilar, O Livro dos Espíritos, consente o aborto apenas quando este coloca em risco a vida da mãe. Este é o caso da garota pernambucana, porquanto ninguém reencarna para sofrer, ou, ainda, para engravidar do padrasto e ter filhos com 9 anos de idade. Nada disso estava programado. O que ocorreu foi um fato lamentável, fruto da estupidez humana, logo, neste caso o aborto foi a alternativa menos traumática a todos. A propósito, no caso da garota pernambucana foram realizados exames e o aborto só foi praticado depois da comprovação de que a gravidez poderia imprimir seqüelas ou levá-la, inclusive à morte. A Doutrina Espírita ensina que a vida existente é soberana e não pode ser colocada em risco para o sucesso de outra. A gravidez da garota de 9 anos colocava sua vida em risco. É verdade que esta foi uma situação atípica, fora dos padrões naturais, por isso o aborto não pode ser banalizado a partir do caso da pequena pernambucana. Devemos lutar pela vida, sempre, em qualquer circunstância, mas coerência não faz mal a ninguém.

    Crianças não possuem condições físicas, psicológicas e, também, financeiras para cuidar de outras crianças. Crianças devem brincar, estudar, aproveitar a fase infantil para o pleno desenvolvimento como espíritos imortais, portanto, não podem queimar etapas da preciosa oportunidade reencarnatória. No entanto, aproveitamos e repetimos: aquelas e aqueles adolescentes que por ignorância ou irresponsabilidade engravidam na adolescência, devem, naturalmente, assumir suas responsabilidades. Portanto, que o caso da garota pernambucana não sirva de exemplo para irresponsáveis que querem utilizar o aborto como método contraceptivo.

    Perguntarão alguns:

    Com o aborto como ficarão os Espíritos que reencarnariam tendo a garota como genitora?

    Neste caso certamente não haverá problemas, esses Espíritos serão amparados pela Espiritualidade, sustentados pela divina misericórdia. Aguardarão nova oportunidade para reencarnar. Nada de vinganças nem processos obsessivos contra a garota, os benfeitores espirituais estarão no controle de tudo, contribuindo para que a ordem das coisas se restabeleça.

    Cabe-nos, pois, coerência e bom senso sempre. Ainda bem que Kardec deixou espaço ao raciocínio para que o exercitemos com a finalidade de entender os inúmeros acontecimentos da vida.

    Pensemos nisso.


    Wellington Balbo é autor do livro "Lições da História Humana", síntese biográfica de vultos da História, à luz do pensamento espírita, palestrante e dirigente espírita no Centro Espírita Joana D´Arc, em Bauru.

        

     

     

     

     



    Escrito por José Aparecido às 18h05
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    Estupro e aborto na visão Espírita

    Dr. Ricardo Di Bernardi

        Em diversas oportunidades, quando fizemos palestra sobre reencarnação e aborto, fomos questionados posteriormente sobre a dolorosa e delicada circunstância do estupro. Principalmente, ao se propiciar perguntas nos serem dirigidas por escrito viabilizava-se este questionamento.

        Embora o tema seja potencialmente polêmico e desagradável, não há como ignorá-lo no contexto de nossa situação planetária.

        A grande discussão que se levanta é a legitimidade, ou não, do aborto, quando a gravidez é conseqüente a um ato de violência física. Mais uma vez, nos posicionamos em relação ao aspecto legal da questão nos abstendo de maiores comentários no campo jurídico pois leis e constituições os povos já tiveram inúmeras e tantas outras terão. Nossa abordagem será pelo ângulo transcendental e reencarnacionista considerando que são três (3) espíritos, no mínimo, envolvidos na tragédia em questão.

        Igualmente, quanto ao aspecto da ética médica, a qual estamos submetidos por força da profissão que nesta reencarnação exercemos, lembramos ser esta ética diferente em cada país do planeta. Numa escala de zero a 10, teremos todas as notas, conforme a nação e o continente que nos reportarmos.

        Inicialmente, cumpre-nos esclarecer que o livre arbítrio é o maior patrimônio que nós, espíritos humanos, temos alcançado ao atingirmos a faixa evolutiva pensante. Livre arbítrio que não legitima atitudes, mas oportuniza às criaturas decidir e se responsabilizar pelas conseqüências de seus atos posteriores.

        Outra premissa que deveremos estabelecer é aquela da maior ou menor repercussão dos atos perante a Lei Universal, em função do nível de esclarecimento que possuímos. Importante também salientar que não há atos perversos que tenham sido planejados pela espiritualidade superior. Seria de uma miopia intelectual sem limites, a idéia de que alguém deve reencarnar a fim de ser estuprado.

        A concepção do Deus punitivo e vingativo já não cabe mais no dicionário dos esclarecidos sobre a vida espiritual. Deus é a fonte inesgotável de amor.

        É a Lei maior que a tudo preside, uma lei de amor que coordena as leis da natureza.

        Como conceber a violência física? como enquadrar a onipresença divina em situações e sofrimentos que observamos? Deus estaria ausente nestas circunstâncias? Ou estaria presente? Para muitos indivíduos se estivesse presente já seria motivo para não crer na sua existência ou na sua infinita bondade e onisciência.

        Outra questão importante: Quem é a “vítima”? Cada um de nós ao reencarnar trouxe todo o seu passado impresso indelevelmente em si mesmo, são os núcleos energéticos que trazemos em nosso inconsciente construídos no passado.

        Espíritos que somos e pelas inúmeras viagens que percorremos, representadas pelas inúmeras vidas, possuímos no nosso “passaporte” inúmeros “carimbos” das pousadas onde estagiamos em vidas anteriores. Hoje, a somatória destas experiências se traduzem em manancial energético que irradia constantemente do nosso interior para a superfície desta vida. Assim, é também a “vítima”. A jovem que hoje se apresenta de forma diferente, traz em seu passado profunda marcas de atitudes prejudiciais a irmãos seus. Atitudes de desequilíbrio que são gravadas em si mesma.    

        Algumas delas participaram intelectualmente de verdadeiras emboscadas visando atingir de maneira dolorosa a intimidade sexual de criaturas; outras foram executoras diretas, pela autoridade que eram investidas, de crimes nesta área. Enfim, são múltiplas as situações geradoras da desarmonia energética que agora pulsa constantemente nos arquivos vibratórios da nossa personagem neste drama.

        Pela Lei Universal, a sintonia de vibrações, poderá ocorrer em um dado momento dependendo da facilitação criada por atitudes mentais da personagem apresentou como surpresa desagradável para a agredida.

        Como orientar a vítima? Identificados dois dos protagonistas (mãe e filho) falemos acerca da entidade reencarnante Em certas ocasiões, o ser que mergulha na carne nesta dolorosa circunstância é alguém que vibra na mesma faixa de desequilíbrio. Um espírito que pelo ódio se imantava magneticamente à aura da jovem como que pedindo-lhe contas pelos sofrimentos causados por ela, se vê preso às malhas energéticas do organismo biológico que se forma. O processo obsessivo que vinha se desenvolvendo já o fixara perifericamente à trama perispiritual materna e agora passa a aderir definitivamente naquele organismo feminino.

        Apesar do momento cruel, a Lei maior pode aproveitar para retirar o perseguidor desta situação adormecendo-o. Acordará, talvez, embalado pelos braços de sua antiga algoz que aprenderá a perdoar e até amar em função do sábio esquecimento do passado. Lembramos, novamente, não foi em hipótese alguma programado o estupro, nem ele em qualquer circunstância teria justificativa. No entanto o crime existindo, a espiritualidade sempre fará o máximo para do “mal” poder resultar algum bem.

        Mas, muitas vezes, a gestante pressionada pelos vínculos familiares opta por interromper a gravidez indesejada.

        Somos contrários a teatralidade daqueles que exibem recursos chocantes de fragmentos ensangüentados de bebês em formação, jogados nos baldes frio da indiferença humana. A falta de argumento e conhecimento espírita do processo que se desencadeia, é que faz lançar mão destes métodos agressivos de exposição.

        A visão espiritual da situação dispensa estes recursos dos quais podem se servir outras correntes religiosas que desconhecem a preexistência da alma o mecanismo da reencarnação, etc.

        O espírito submetido à violência do aborto sofre intensamente no processo, conforme o seu grau de maturidade espiritual. Perante a Lei divina sabemos que o espírito reencarnado não deve receber a agressão arbitrária em face da violência cometida por outro. Violência que gera violência, um ciclo triste que necessita ser rompido com um ato de amor a um entezinho que muitas vezes aspira por uma oportunidade de evolução em nova vida.

        O aborto provocado gera muitas vezes profundos traumas em todos os envolvidos exacerbando a dolorosa situação cármica da constelação familiar. Ninguém é mãe ou filho de outrem por casualidade. Há, sempre, um mecanismo sábio da lei que visa corrigir ou atenuar sofrimentos.

        Há, também, espíritos afins e benfeitores que, visando amparar a futura mãe, optam pelo reencarne na situação surgida. A vítima do estupro, poderá ter ao seu lado toda luz de alguém que poderá vir a ser o seu arrimo e consolo na velhice. Irmãos cheios de ternura em seu coração, com projetos de dedicação e amparo, aproveitam o momento criado pelo crime para auxiliar, diretamente, na vida material, dando todo seu trabalho afetivo para aquela que amam. Renascem como seu filho.

        A eliminação da gravidez, através do aborto provocado, nestes casos, irá anular este laborioso auxílio que o espírito protetor lamentará ter perdido.

        Pelo exposto, a interrupção da gestação mesmo decorrente de violência, é sempre uma atitude arbitrária que só ampliará o sofrimento dos familiares.

        Se a jovem for emocionalmente incapaz de atender os requisitos da maternidade, a adoção, preferencialmente por pessoas de vínculos próximos, deverá ser o remédio por nós indicado. Se não houver possibilidades psiquicamente aceitáveis de recepção por parte de familiares, encaminhe-se os trâmites da adoção para quem receberá aquela criatura com o amor necessário ao seu processo redentor e educativo.

        O tempo se encarregará de cicatrizar os ferimentos da alma


     



    Escrito por José Aparecido às 11h41
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    E quando o assunto é depressão?


    Orson Peter Carrara

     

                O tema depressão é atualíssimo. Muitas pessoas enfrentam esse autêntico pesadelo, oriundo de diversas causas. Um livro lançado há dez anos atinge 100 mil exemplares vendidos, face à procura que o assunto provoca. Trata-se do livro Depressão, Causas, Conseqüências e Tratamento, de autoria do Promotor de Justiça Izaias Claro. Selecionamos abaixo algumas questões da entrevista publicada pela revista RIE, de Matão-SP, edição de fev/09, com adaptações.

     

    1 - Por que esse tema atrai tanto e qual sua principal causa?

    Podem ser citadas inúmeras causas da depressão. À luz da Psicologia profunda (...) pode-se dizer que a causa primeira da depressão é o Espírito Imortal, que ao longo do esforço evolutivo acumulou – e não superou – experiências, emoções e sentimentos enfermiços, presentes no subconsciente, que emergem e influenciam o comportamento da criatura humana. Muitas outras causas podem ser citadas, várias abordadas no livro publicado. Segundo as estatísticas, são milhões os deprimidos.

     

    2 - E existe uma receita prática para superação desse mal?

    Mister identificar a causa profunda da enfermidade, para erradicá-la totalmente. Sendo o Espírito Imortal a causa primeira da problemática ora examinada, compete-lhe o indeclinável dever de auxiliar a si mesmo, empenhando-se na auto-superação, na estruturação psicológica e espiritual, objetivando a conquista de valores ético-intelecto-espirituais que o capacitem ao enfrentamento e superação das vicissitudes. 

     

    3 – Em seus contatos com o público há muitos relatos dessas angústias humanas?

    Sempre me comove a aproximação e o envolvimento com as aflições humanas. Ao longo destes anos tenho atendido milhares de pessoas através do atendimento fraterno, de cartas e dos vários outros meios de comunicação. Não poucos abrem a alma e confidenciam-me suas dores, que me sensibilizam e enternecem profundamente.

     

    4 - E qual a principal carência do ser humano em sua visão?

    No último quartel do século XVIII, alguém afirmou que “o homem perdeu o endereço de Deus”. Nisto reside a causa maior das carências humanas, embora diversos outros fatores contribuam para as dificuldades. Enquanto o ser não se conscientizar de que é um espírito imortal, permanecendo indiferente quanto à sua origem e destinação, e viver centrado nos valores imediatistas e utilitaristas, permanecerá desencontrado e infeliz. Quando educarmos os valores que trazemos em nós, filhos de Deus que somos todos, atingida a plenitude, as carências e os conflitos passarão para sempre.

     

    5 - O que está realmente faltando na convivência humana?

    Para uma convivência humana saudável, indispensável a aplicação de diversos valores éticos, que podem ser sintetizados no amor. Este sentimento é tão poderoso que é com ele que Deus administra e equilibra o Universo. Como por vezes podemos não compreender bem a extensão deste sentimento, direi que amar é o jeito como trato o próximo. Se aprendermos a nos tratar bem e respeitosamente uns aos outros, respeitando e auxiliando-nos reciprocamente, estaremos de maneira pragmática e simples aplicando a regra áurea consubstanciada no Amor.


    Orson Peter Carrara é Escritor e orador espírita residente na cidade de Matão, é Consultor Editorial.



    Escrito por José Aparecido às 02h43
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