"Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha." (André Luiz/Chico Xavier)



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    Reflexão



     

    INFLUENCIAÇÕES ESPIRITUAIS SUTIS

    Sempre que você enfrente um estado de espírito tendente ao derrotismo, perdurando há várias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma influenciação espiritual sutil.

    Seja claro consigo para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você. Essa é a verdadeira ocasião da humildade, da prece, do passe.

    Dentre os fatores que mais revelam essa condição da alma, incluem-se:

             - dificuldade de concentrar idéias em motivos otimistas;

            - ausência de ambiente íntimo para elevar os sentimentos em oração ou concentrar-se em leitura edificante;

           - indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente e pressentimentos de desastres imediatos;

           - aborrecimentos imanifestos por não encontrar semelhantes ou assuntos sobre quem ou o que descarregá-los.

           - pessimismos sub-reptícios, irritações surdas, queixas, exageros de sensibilidade e aptidão a condenar quem não tem culpa;

          - interpretação forçada de fatos e atitudes suas ou dos outros, que você sabe não corresponder à realidade;

           - hiperemotividade ou depressão raiando a eminência do pranto;

           - ânsia de revestir-se no papel de vítima ou de tomar uma posição absurda de automartírio;

           - teimosia em não aceitar, para você mesmo, que haja influenciação espiritual consigo, mas, passados minutos ou horas do acontecimento, vêm-lhe a mudança de impulsos, o arrependimento, a recomposição do tom mental e, não raro, a constatação de que é tarde para desfazer o erro consumado.

    São sempre acontecimentos discretos e eventuais por parte do desencarnado e imperceptíveis ao encarnado pela finura do processo.

    O Espírito responsável pode estar tão inconsciente de seus atos que os efeitos negativos se fazem sentir como se fossem desenvolvidos pela própria pessoa.

    Quando o influenciador é consciente, a ocorrência é preparada com antecedência e meticulosidade, às vezes, dias e semanas antes do sorrateiro assalto, marcado para a oportunidade de encontro em perspectiva, conversação, recebimento de carta, clímax de negócio ou crise imprevista de serviço.

    Não se sabe o que tem causado maior dano à Humanidade: se as obsessões espetaculares, individuais e coletivas, que todos percebem e ajudam a desfazer ou isolar, ou se essas meio-obsessões de quase obsidiados, despercebidas, contudo bem mais freqüentes, que minam as energias de uma só criatura incauta, mas influenciando o roteiro de legiões de outras.

    Quantas desavenças, separações e fracassos não surgem assim?

    Estude em sua existência se nessa última quinzena você não esteve em alguma circunstância com características de influenciação espiritual sutil.

    Estude e ajude a você mesmo.

     

     

    ANDRÉ LUIZ
    (Livro: Estude e Viva, 35, Francisco C. Xavier, Waldo Vieira, FEB)
     

     



    Escrito por José Aparecido às 01h17
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    PEDRAS

     

        As dificuldades de qualquer natureza são sempre pedras simbólicas, asfixiando-nos as melhores esperanças do dia, do ideal, do trabalho ou do destino, que recebemos na glória do tempo.

        É necessário saber tratá-las com prudência, serenidade e sabedoria.

        Há diversos modos de considerar os obstáculos, removendo-os ou aproveitando-os.

        O preguiçoso recebe os calhaus da luta e estende-se no caminho, sucumbindo ao seu peso. É o espírito desanimado, indolente e enfermiço.

        O desesperado, em se sentindo sob os granizos da sorte, confia-se à intemperança mental e atira-os ao viandante inocente ou à porta de companheiros inofensivos. É o espírito indisciplinado, renitente e impulsivo, que sabe apenas ferir o próximo ou denegri-lo com atitudes impensadas ou levianas.

        O homem inteligente, todavia, recebe as pedras da experiência e, ainda mesmo sangrando as mãos ou o coração, recolhe-as, cuidadoso, valendo-se delas para a confecção de utilidades ou para a construção de edifícios consagrados ao agasalho, ao reconforto ou à benemerência, em favor dele mesmo, e de quantos o acompanham na marcha evolutiva.

        Ninguém passará ileso nos caminhos do mundo.

        As pedras da incompreensão e da dor, no ambiente comum da existência carnal, chovem sobre todos.

        Do entendimento e da conduta de cada um dependerão a felicidade ou o infortúnio, na laboriosa romagem terrestre.

     

    Francisco Cândido Xavier

    da obra: Vida em Vida -  Ditado pelo Espírito Emmanuel

     

     

     


    Escrito por José Aparecido às 10h26
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      Lembra-te do Céu

     

    És uma estrela caída
    sobre os pauis da Terra...
    Acima de todas as coisas transitórias,
    Que se desfazem como as neblinas aos beijos leves do Sol,

    És alma em ascensão para Deus.

    A tua inteligência e o teu sentimento São fulcros de luz imperecível,
    Que constituem os atributos maravilhosos da tua imortalidade.

    Por que te abates e desanimas
    sob os aguilhões da carne perecível?

    Contempla o Alto,
    Se a fraqueza te envolve em seus tentáculos.
    E sentirás uma carícia branda,
    Misteriosa, doce, suave,
    Que promana
    Do empíreo constelado
    Para todas as almas que oram,
    Que sonham e choram,
    Buscando Deus,

    – A bússola das suas mais caras esperanças!

    Quando sofreres,
    Busca aspirar esse aroma divino
    E tua alma sofredora
    Sentir-se-á envolta na beleza,
    No eflúvio peregrino
    Que mana fartamente
    Dos espaços imensos!...
    Na amargura e na dor,
    Lembra esse dia que te espera
    Na indefinível primavera
    Gloriosa de amor.

     

    Francisco Cândido Xavier

    Da obra: Parnaso de Além-Túmulo.

    Ditado pelo Espírito Marta. Capítulo 47.

     



    Escrito por José Aparecido às 12h46
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    VIDA E VALORES - O ABORTO


     

    A sociedade terrestre, volta e meia, é sacudida por movimentos variados em torno de idéias, de ideologias, de concepções.

    Concepções essas que nascem no campo da política, das crenças religiosas, dos esportes, da vida social de maneira geral.

    Certamente que, nesses tempos que estamos vivendo no mundo, há uma peleja que vários países já defrontaram. Alguns conseguiram abolir, outros conseguiram incrementar, que é a questão do abortamento.

    Agora estamos às voltas, em nosso país, com essa questão do abortamento. Há criaturas contra, há criaturas favoráveis.

    Mas o importante é saber que, em nenhum momento, nós seremos felizes por praticar aborto ou abortamento, já que o aborto é o produto do abortamento, é o que se retira da mulher depois de trucidado no ato do abortamento.

    Ora, cada vez que nós pensamos nas teses levantadas por partidos políticos, por lideranças sociais, por indivíduos, por associações, parece que nós estamos lidando num mundo de raízes eminentemente materialistas.

    E, algumas vezes, um materialismo cruel, um materialismo asselvajado. Alguns imaginam que se tem que fazer aborto porque a mulher tem direito de fazer aborto. Outros dizem que se tem que fazer aborto para se evitar essa natalidade descontrolada que se encontra pelo mundo.Outros asseveram que o aborto viria resolver problemas sérios da relação íntima dos casais.Outros imaginam que o abortamento poderia ser uma arma bastante poderosa nos combates econômicos, nas lutas econômicas de uma sociedade.

    Cada qual tem uma argumentação para chancelar o abortamento, enquanto que aqueles que levantam as bandeiras em oposição a essas teses abortistas, se sentem cada dia mais chocados, agredidos, violentados com essa concepção materialista de que se tem que matar para que alguém seja feliz.

    Ora, os argumentos levantados para matar as crianças, os embriões, os fetos na intimidade da mãe, são alguns deles ponderáveis. Mas, muitos deles absurdos.

    Obviamente, quando se pensa em abortamento, se está imaginando que, dentro do ventre de uma mulher, não esteja senão alguns gramas de tecido orgânico, de carne, de gorduras, de lipídios e nada mais.

    O que se passa porém, é que, quando ocorre a fecundação na madre feminina, aí se liga um ser espiritual. Nós estamos diante de uma questão espiritual porque o abortamento caracterizará um homicídio.

    A partir do momento em que o espermatozóide penetrou o óvulo, surgiu o zigoto, já o ser espiritual passa a gerenciar esse cosmo orgânico que começa dessa célula grande, macroscópica e que vai se multiplicando gradativamente, através dos campos eletromagnéticos que esse ser espiritual leva consigo.

    Essas células se vão multiplicando, através dos seus processos de mitoses, de meioses, nós vamos achando um corpinho se formando pouco a pouco e aparecem as instrumentações íntimas que vão gerar os ossos, os músculos, todos os tipos de tecidos vão sendo definidos desde o embrião.

    E, a partir daí, é que ao levarmos essa mulher grávida a um aparelho para que possa ser observada, já identificamos esse ser espiritual que pulsa em sua intimidade, que canta as belezas da vida em sua intimidade.

    Já lhe ouvimos o coração batendo descompassadamente, variadas vezes, para a emoção de quem escuta, desde o médico aos pais.

    Então não se justifica que com um mês, dois meses, três meses, quatro meses, seis, sete meses, se possa perpetrar o abortamento. Estaremos incorrendo em gravames muito sérios diante da consciência, quando optamos por essa saída aparentemente mais fácil, mas que é muito complexa porque, mesmo que a mulher não se dê conta disso, ela ficará envolvida nesse processo durante o resto de sua vida.

    Por mais que trabalhe, por mais que realize, essa consciência de que um dia foi levada a matar seu próprio filho, ou desejou matar seu próprio filho, fará com que ela carregue essa chaga aberta no coração, que nem sempre conseguirá se converter em cicatriz.

    * * *

    Todos os argumentos que, até agora, têm sido utilizados para justificar ou tentar justificar o ato do abortamento, são argumentos vazios em si próprios.

    Quando ouvimos a voz dos Espíritos do Senhor que falaram em O Livro dos Espíritos e outras vozes do Senhor que têm falado em diversas igrejas, em diversas filosofias, pela boca de várias criaturas de bom senso, nós encontramos o fato de que, diante das Leis de Deus, o abortamento é um crime, qualquer que seja o período da gestação.

    Não existe essa questão de que tem poucas semanas, tem poucos meses. Desde que o Espírito se ligou ao corpo que vai se desenvolvendo, retirar de dentro da criatura humana esse corpo, se configura num crime de homicídio. E com um agravante, a criatura não tem como se defender.

    O embrião, o feto estão à disposição daquela criatura em quem mais eles deviam confiar, suas mães.

    Então, não se pode justificar algo desse quilate, algo desse sentido. Alguns afirmam que as mulheres têm direito ao seu corpo e gritam isso em altas vozes.

    Jamais ninguém de bom senso negaria às mulheres o direito ao seu corpo. Todas as mulheres têm direito ao seu corpo.

    Mas há algo que, muitas vezes, não se pára a pensar. Quando alguém perpetra o abortamento, não é o corpo da mulher que é lesionado e assassinado, é o do seu filho. E o corpo do seu filho não é o dela, está se nutrindo no dela, está resguardado pelo dela, mas é o corpo do seu filho.

    Obviamente, matar alguém que depende de nós; matar alguém que nos está pedindo abrigo, não se justifica.

    Outros dizem que, quando a mulher sofre estupros, violências sexuais e disso decorra uma gravidez, ela tem direito a retirar o filho indesejado.

    Poderíamos discutir isso, e levá-la a pensar no seguinte: ela está agredida, violentada, traumatizada, porque alguém lhe desrespeitou a intimidade, o desejo íntimo, a privacidade sexual.

    Nada obstante, ela pretende sujar suas mãos de sangue, sangue do seu próprio filho ?

    Ora, alguém que tenha coragem de trucidar seu próprio filho, seja porque argumento seja, vai se comportar bem pior do que o violador, do que o violento que a tenha seduzido, seviciado, fecundado.

    É importante que nós, no desejo de ganhar uma batalha, uma peleja, uma argumentação, não fiquemos tomando expressões e posições infantilizadas, que certamente só terão nutrientes, só terão respaldo se estivermos tratando dentro de um enfoque eminentemente materialista ou niilista, que não contemple a realidade do Espírito.

    É injustificável que, numa sociedade que se afirma cristã, numa sociedade que afirma amar a Deus e a crer em Jesus Cristo e em Suas lições, ainda haja espaços para que se pense em abortamento.

    Não podemos alimentar qualquer ilusão de que os poderes econômicos, os poderes políticos, aqueles que estão desejosos, seja porque motivo seja, de perpetrar o aborto ou as práticas do abortamento, possam consegui-lo.

    Neste mundo de desvalores espirituais, neste mundo de tantas dificuldades de ordem moral, não é difícil acreditar que o aborto possa ter o aplauso de nossas autoridades, de muitas comunidades de classe, de uma população muito grande no planeta e no nosso país.

    Mas, não esqueçamos de que nós vamos ter que dar conta disso mais dia, menos dia. Retornaremos para explicar a nós próprios, para dar conta à nossa consciência desse crime que cometemos.

    Os Espíritos do Senhor liberam somente um tipo de abortamento: aquele abortamento terapêutico, quando o médico decide fazê-lo em virtude do comprometimento da vida da mãe.

    Não é a mãe que decide: Eu quero fazer aborto porque eu sofro do coração. Não é o pai da criança que decide: Eu quero que minha mulher faça aborto porque eu não posso criar. Não. É o médico que, ao verificar o risco iminente que corre a vida da mãe, analisa, sob a influência dos Bons Espíritos, entre uma vida que já está, e outra que ainda virá... e sacrifica essa que ainda virá em favor da que está, para que continue.

    Abortamento é tisnar as mãos com o sangue de um inocente. Numa sociedade cristã, deveríamos ter fé e consciência, e ajudar as mulheres a ter seus filhos e dirigi-los a outras mãos, caso não os quisessem.

     

    Raul Teixeira, no Programa Vida e Valores,

    sob coordenação da Federação Espírita do Paraná, Outubro 2007

     

     

     

     



    Escrito por José Aparecido às 18h10
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    Acalma-te

    O teu sofrimento terá o tamanho da tua aflição.
    Todo desespero é fator agravante das provações.
    Não te revoltes.
    A dor sempre encerra preciosa lição.
    Quantos, em silêncio, estarão chorando neste exato momento?
    E quantos haveriam de sorrir, se se encontrassem
     
    na situação que consideras de extrema dificuldade?
    Porventura, não estarias te queixando além da justa medida?
    Pacifica-te interiormente e, por mais complexos,
     
    terás os teus problemas reduzidos à metade.
    De um minuto para outro, o que se alterou para pior,
     
    pode vir a se alterar para melhor.
    Sintoniza-te com as forças que, incessantemente,
     
    conspiram em teu favor, em todo o Universo.
    Abandona a tendência de ver sombra onde existe luz.

     
    “Dias Melhores”, de Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José

      



    Escrito por José Aparecido às 02h09
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    RAZÕES DA VIDA

     

    Indagas, muita vez, alma querida e boa:

    - "Meu Deus, por que essa dor que me atormenta o ser?"

    E segues, trilha afora, em pranto oculto,

    De sonho encarcerado, a lutar e a sofrer.

    Anelas outro clima, outro lar e outros rumos,

    Entretanto, o dever te algema o coração dorido

    Ao campo de trabalho que abraçaste,

    Atendendo, na Terra, a divino sentido.

    Antes de renascer, os seres responsáveis

    Notam as próprias dívidas quais são

    E suplicam a Deus lhes conceda no mundo

    Caminho que os leve à redenção.

    Não recalcitres, pois, contra os próprios encargos

    Que te parecerem fardos de problemas,

    Encontras-te no encalço da conquista

    De bênçãos imortais e alegrias supremas.

    A lágrima que vertes padecendo

    Longas tribulações  entre lutas e crises

    É um remédio da vida  em nossos olhos,

    Que nos faculte ver os irmãos infelizes.

    O abandono dos seres que mais amas

    Criando-te a aflição em que choras e anseias.

    É um curso de lições em que aprendemos

    Quanto custam na estrada as angústias alheias.

    Familiares que te contrariam

    Trazem-nos a lembrança os gestos rudes

    Com que outrora ferimos entes caros

    No fel de nossas próprias atitudes.

    Afeição de outras eras que descubras

    Querendo-lhe debalde a presença e a união,

    É instrumento de amor que te inspira a renúncia

    Para o trabalho da sublimação.

    A experiência humana é breve aprendizado

    E essa tribulação que te fere e domina

    É recurso dos Céus, em nosso amparo,

    Zelo, defesa e luz da Bondade Divina.

    Sofre sem reclamar a prova que te coube,

    Mesmo que a dor te espanque  atingindo apogeus...

    E, um dia, exclamarás, ante os sóis de outra vida:

    -       "Bendita seja a Terra!... Obrigado  meu Deus!..."

     

    De “A vida conta”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Maria Dolores

     

     


    Escrito por José Aparecido às 01h56
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    A Lenda do Dinheiro

     

    Conta-se que, no princípio do mundo, o Senhor entrou em dificuldades no desenvolvimento da obra terrestre, porque os homens se entregaram a excessivo repouso.

    Ninguém se animava a trabalhar. Terra solta amontoava-se aqui e ali. Minerais variados estendiam-se ao léu. Águas estagnadas apareciam em toda parte.

    O Divino Organizador pretendia erguer lares e templos, educandários e abrigos diversos, mas... com que braços?

    Os homens e as mulheres da Terra, convidados ao suor da edificação por amor, respondiam: - "para quê?" E comiam frutos silvestres, perseguiam animais para devorá-los e dormiam sob as grandes árvores.

    Após refletir muito, o Celeste Governador criou o dinheiro, adivinhando que as criaturas, presas da ignorância, se não sabiam agir por amor, operariam por ambição.

    E assim aconteceu.

    Tão logo surgiu o dinheiro, a comunidade fragmentou-se em pequenas e grandes facções, incentivando-se a produção de benefícios gerais e de valores imaginativos.

    Apareceram candidatos a toda espécie de serviços.

    O primeiro deles pediu ao Senhor permissão para fundar uma grande olaria. Outro requereu meios de pesquisar os minérios pesados, de maneira a transformá-los em utensílios. Certo trabalhador suplicou recursos para aproveitamento de grandes áreas na exploração de cereais. Outro, ainda, implorou empréstimo para produzir fios, de modo a colaborar no aperfeiçoamento do vestuário.

    Servidores de várias procedências vieram e solicitaram auxílio financeiro destinado à criação de remédios.

    O Senhor a todos atendeu com alegria.

    Em breve, olarias e lavouras, teares rústicos e oficinas rudimentares se improvisaram aqui e acolá, desenvolvendo progresso amplo na inteligência e nas coisas.

    Os homens, ansiosamente procurando o dinheiro, a fim de se tornarem mais destacados e poderosos entre si, trabalhavam sem descanso, produzindo tijolos, instrumentos agrícolas, máquinas, fios, óleos, alimento abundante, agasalho, calçados e inúmeras invenções de conforto, e, assim, a terra menos proveitosa foi removida, as pedras aproveitadas e os rios canalizados convenientemente para a irrigação; os frutos foram guardados em conserva preciosa; estradas foram traçadas de norte a sul, de leste a oeste e as águas receberam as primeiras embarcações.

    Toda gente perseguia o dinheiro e guerreava pela posse dele.

    Vendo, então, o Senhor que os homens produziam vantagens e prosperidade, no anseio de posse, considerou satisfeito:

    - Meus filhos da Terra não puderam servir por amor, em vista da deficiência que, por enquanto, lhes assinala a posição; todavia, o dinheiro estabelecera benéficas competições entre eles, em benefício da obra geral. Reterão provisoriamente os recursos que me pertencem e, com a sensação da propriedade, improvisarão todos os produtos e materiais de que o aprimoramento do mundo necessita. Esta é a minha Lei de Empréstimo que permanecerá assentada no Céu. Cederei possibilidades a quantos me pedirem, de acordo com as exigências do aproveitamento comum; todavia, cada beneficiário apresentar-me- á contas do que houver despendido, porque a Morte conduzi-los-á, um a um, à minha presença. Este decreto divino funcionará para cada pessoa, em particular, até que meus filhos, individualmente, aprendam a servir por amor à felicidade geral, livres do grilhão que a posse institui.

    Desde então, a maioria das criaturas passou a trabalhar por dedicação ao dinheiro, que é de propriedade exclusiva do Senhor, da aplicação do qual cada homem e cada mulher prestarão contas a Ele mais tarde.

     

    Francisco Cândido Xavier. Da obra: Alvorada Cristã.

    Ditado pelo Espírito Neio Lúcio. Capítulo 31. FEB.

     

         

     



    Escrito por José Aparecido às 12h47
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    AS 4 LOUCURAS

     

    Resposta de uma pergunta que foi feita ao médico psiquiatra Roberto Shinyashiki,

    numa entrevista concedida por ele à revista "Isto É".

     

    O entrevistador Camilo Vannuchi perguntou a ele:

    "Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?"

     

    Shinyashiki responde:

    "A sociedade quer definir o que é certo. São quatro as Loucuras da Sociedade.

     

    A primeira loucura é:

    - Instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.

     

    A segunda loucura é:

    -Você tem de estar feliz todos os dias.

     

    A terceira loucura é:

    -Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.

     

    Por fim, a quarta loucura:

    -Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

    Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.

    As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.

     

    Quando era recém formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.

    Maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz".

    Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida."

     

    "Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional".

     

    Roberto Shinyashiki

     

     



    Escrito por José Aparecido às 13h11
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      "A Loucura da Violência"

    Entre as expressões do primarismo, no mercado das paixões humanas, destaca-se com realce a violência, espalhando angústia e dor.

    Remanescente dos instintos agressivos, ela estiola as mais formosas florações da vida, estabelecendo o caos.

    Em onda volumosa arrasa, deixando destroços por onde passa alucinada.

    Na raiz da violência encontra-se a falta de desenvolvimento do senso moral, que o espírito aprimora através da educação, do exercício dos valores éticos, da amplitude de consciência.

    Atavismo cruel, demora de ser transformada em ação edificante, face às suas vinculações com os reflexos instintivos do período animal, que se prolongam perturbadores.

    Não apenas gera aflição, quando desencadeada, como também provoca reações equivalentes em sucessão quase incontrolável, arrebentando tudo quanto se lhe opõe no percurso destrutivo.

    Todo o empenho em favor da preservação dos valores morais deve ser colocado a serviço da paz, como antídoto à força devastadora da violência.

    Pequenos exercícios de autocontrole terminam por criar hábitos de não-violência.

    Disciplinas mentais e silêncios fortalecidos pela confiança em Deus geram a harmonia que impede a instalação desse desequilíbrio.

    Atividades de amor, visando o bem e o progresso da criatura humana e da sociedade, constituem patamar de resistência às investidas dessa agressividade.

    Reflexões em torno dos deveres morais produzem a conscientização do bem, gerando o clima que preserva os sentimentos da fraternidade.

    A violência é adversária do processo de evolução, fomentadora da loucura. Quem lhe tomba nas garras exaure-se, e, sem forças, termina no abismo do auto-aniquilamento ou do assassínio...

    A violência disfarça-se no lar, quando os cônjuges não respeitam os espaços, os direitos que lhes cabem reciprocamente;

    quando os filhos se sentem preteridos por falsos valores do trabalho, do dinheiro, do poder...

    Na sociedade, quando os preços escorcham os necessitados;

    quando os interesses pessoais extrapolam os seus limites e perturbam os outros;

    quando a comodidade e os prazeres de alguns agridem os compromissos e os comportamentos alheios;

    quando as injustiças sociais estiolam os fracos a benefício dos fortes aparentes;

    quando os sentimentos inferiores da maledicência, da calúnia, da inveja, da traição, do suborno de qualquer tipo, da hipocrisia, disseminam suas infelizes sementes;

    quando os pendores asselvajados não encontram orientação;

    quando as ilusões e fugas, os vícios e aliciamentos levam às drogas, ao sexo desvairado, às ambições absurdas, explodindo nas ruas do mundo e invadindo os lares;

    quando os governantes perdem a dignidade e estimulam a prevalência da ignorância, provocando guerras nacionais e internacionais...

    A violência, de qualquer natureza, é atraso moral, síndrome do primitivismo humano remanescente.

    O homem e a mulher estão fadados à paz, à glória estelar.

     Assim, liberta-te daqueles remanescentes agressivos que terminam insuflando-te reações infelizes.

    Se te compraz ainda mantê-los, tem a coragem de te violentares, superando-os ou domando-os, e contribuirás para o apressar do progresso humano.

    Como não te é lícito conivir com o erro, ensina pela retidão os mecanismos da felicidade, evitando a ira, a cólera, o ódio.

    A ira é fagulha que ateia o fogo da violência. A cólera é combustível que a mantém, e o ódio é labareda que a amplia.

    Pensa em Jesus, e, em qualquer circunstância, interroga-te como Ele agiria, se estivesse no teu lugar. Tentando-o, lograrás imitá-lo, fazendo como Ele, sem nenhuma violência.

     

      Divaldo Pereira Franco - Da obra: Momentos Enriquecedores.

    Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

    Salvador, BA: LEAL, 1994. 

     



    Escrito por José Aparecido às 17h40
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    Reflexão

     

    A Arte de Ouvir

     

    Onde quer que te encontres, de uma ou de outra forma, despertarás o interesse de alguém. Algumas pessoas poderão arrolar-te como antipático e até buscarão hostilizar-te. Outras se interessarão por saber quem és e o que fazes. Inúmeras, no entanto, te falarão, intentando um relacionamento fraterno. Cada qual sintonizará contigo dentro do campo emocional em que estagia.

    Como há carência de amigos e abundância de problemas, as criaturas andam à cata de quem as ouça, ansiando por encontrar compreensão. Em razão disso, todos falam, às vezes, simultaneamente.

    Concede, a quem chega, a honra de o ouvir. Não te apresses em cumulá-lo de informações, talvez desinteressantes para ele. Silencia e ouve.

    Nada mais desagradável e descortês do que a pessoa que toma a palavra de outrem e conclui-lhe a narração, nem sempre corretamente.

    Sê gentil, facultando que o ansioso sintonize com a tua cordialidade e descarregue a tensão, o sofrimento...   No momento próprio, fala, com naturalidade, sem a falsa postura de intocável ou sem problema.

     A arte de ouvir é, também, a ciência de ajudar.

     Autora: Joanna de Angelis -  Divaldo P. Franco - livro: Episódios Diários

     

     



    Escrito por José Aparecido às 19h17
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    Refletindo

     

    A CADA UM

    SEGUNDO SUAS OBRAS



     

     Há os que tatuam cruzes no braço

    Mas não conseguem tatuar no coração.

    Hás os que colam o plástico

    "Jesus no carro"

    Mas plastificam seus corações.

     Há os que lêem bíblias em voz alta

    Mas a bondade do coração está muda.

     Há os que oram de joelhos

    Mas o orgulho reina em pé em seus corações.

    Há os que freqüentam templos

    Mas não freqüentam a prática do amor.

    Há os que louvam os anjos e santos

    Mas são surdos para os seus conselhos.

    Há os que professam lindas doutrinas

    Mas sequer as praticam no próprio lar.

    Há os que pregam a humildade

    Mas não se dobram diante do irmão de outra ideologia.

    Há irmãos que doam valores materiais

    Mas não doam a boa ação que transportam.

    No entanto,

    Há irmãos que não doam nenhum bem

    Mas doam a si próprios.

    Há irmãos que vivem no silêncio

    Mas seus corações gritam amor.

    Há irmãos que são discretos em sua humildade

    Mas são gigantes fraternos.

    Há irmãos sem cultura e ignorantes

    Mas praticam a sabedoria da caridade.

    Há irmãos que nem conhecem doutrinas religiosas

    Mas já são sua própria religião no dia a dia.

     Há amores e paixões, abrangência e limitações,

    vontade e má fé, humildade e orgulho...

     A cada um segundo suas obras.

     Não importa o que a boca fala, mas o que o coração pratica.

     

    Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.

    1 João 3:18

     

     



    Escrito por José Aparecido às 12h05
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    AÇÃO DA AMIZADE

    A amizade é o sentimento que imanta as almas unas às outras, gerando alegria e bem-estar.

    A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.

    Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.

    Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!

    O egoísmo afasta as pessoas e as isola.

    A amizade as aproxima e irmana.

    O medo agride as almas e infelicita.

    A amizade apazigua e alegra os indivíduos.

    A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.

    Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.

    Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.

    Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.

    Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.

    Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.

    Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.

    Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.

    A amizade é fácil de ser vitalizada.

    Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao elevo da sua fluidez.

    Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.

    Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.

    A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.


     Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Esperança.
    Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

       



    Escrito por José Aparecido às 21h39
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    Casos de Chico Xavier

     

      BOFETADA VIBRATÓRIA

     

    chico.jpg

     

             Era uma sexta-feira. Muita gente aglomerava-se em volta de Chico. Zeca Machado tomava providências para o início da reunião. O irmão Barbosa postou-se à cabeceira da mesa, Lico, Dr. Rômulo e outros dirigentes do “Luiz Gonzaga” puseram-se a postos.

    Chico, de pé, abraçava um, dirigia a palavra a outro.

    Aproximou-se dele uma jovem senhora, reclamando de forte dor de cabeça. Chico a ouviu atentamente e convidou-a a sentar-se na assistência para participar.

    A palestra transcorreu normalmente, com os colaboradores dando sua parcela de cooperação nos comentários.

    Depois da meia-noite, finda a reunião, a senhora que reclamara da dor de cabeça achegou-se ao médium, com a fisionomia radiante e feliz. A dor de cabeça cessara nos primeiros minutos das tarefas. Chico sorriu docemente, despedindo-se dela com carinho.

    Instantes depois, explicou:

    — Emmanuel me disse que aquela senhora teve uma discussão muito forte com o marido, chegando quase a ser agredida fisicamente. O marido desejou dar-lhe uma bofetada e não o fez por recato natural. Contudo, agrediu-a vibracionalmente, provocando uma concentração de fluidos deletérios que lhe invadiram o aparelho auditivo, causando a dor de cabeça. Tão logo começou a reunião, Dr. Bezerra colocou a mão sobre sua cabeça e vi sair de dentro de seu ouvido um cordão fluídico escuro, negro, que produzia a dor. Eu estava psicografando, mas, orientado por Emmanuel, pude acompanhar todo o fenômeno.

     

    (Publicado no diário do Nordeste, Fortaleza)


     



    Escrito por José Aparecido às 11h14
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    Refletindo

     

     

    NOSSAS VÍTIMAS



    Quando vivemos na carne somos, em muitas circunstâncias, algozes de outras vidas.

    Não nos reportamos aos insetos que esmagamos sob os pés ou aos múltiplos animais de que nos alimentamos durante a existência física, nem aludimos às legiões de  vítimas do pretérito que nos espreitam e, freqüentemente, nos abordam em processos obscuros de influenciação espiritual; observamos as nossas vítimas humanas do cotidiano, de toda hora.

    Há muitas faltas que praticamos incautamente, daí nascendo muitas ocorrências de antipatia gratuita, diante das quais somos defrontados por semblantes frios e gestos hostis, sem saber a razão...

    Por isso, a humildade é a maior prova de sabedoria humana e eis por que carecemos, acima de tudo, de doar o perdão incondicional, a fim de merecê-lo conforme as nossas próprias necessidades.

    A rigor, não existem inocentes na Terra.

    Todos nós, espíritos endividados com o passado, transportamos conosco as marcas de culpas individuais ou coletivas.

    Todo ser consciente tem suas vítimas pessoais, vítimas conhecidas e insuspeitas, vítimas de dentro e de fora do lar.

    Basta relacionemos algumas delas:

    Aqueles a quem ferimos, através de comparações ultrajantes;

    Os que prejulgamos com notória descaridade;

    As crianças que relegamos ao abandono;

    Os velhinhos que entregamos ao desamparo;

    Os amigos cuja sensibilidade dilaceramos pelo abuso do anedotário inconveniente;

    Os familiares que nos toleram as atitudes viciosas e as crueldades mentais;

    Aqueles a quem acusamos sem pensar;

    Os irmãos em erro, aos quais subtraímos deliberadamente as oportunidades de reabilitação;

    Os ausentes que, em muitas ocasiões, nunca vimos e cujo nome salpicamos com o lodo de sarcasmo, a golpes de maledicência na praça pública;

    As mães doentes que passam por nós esmolando uma côdea de pão e às quais receitamos serviço inadequado, que não colocaríamos sobre as próprias alimárias domésticas.

    Desiste de viver desapercebidamente dos nossos deveres de serviço e fraternidade, à frente uns dos outros.

    Não te esqueças de orar por tuas vítimas e nem te negues a perdoar quem te magoa. Não raro, aqueles que nos rogam perdão são aquelas mesmas criaturas de quem precisamos recebê-lo...

    (Eurípedes Barsanulfo)

     



    Escrito por José Aparecido às 14h01
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    Refletindo

     

     

    Medo de Amar




        A insegurança emocional responde pelo medo de amar.

        O amor é mecanismo de libertação do ser, mediante o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e mentais, sob os quais o ego se esconde.
        O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal conquista fosse resultado de determinados condicionamentos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.

        Toda vez que alguém exige ser amado, demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em latência e afirma os conflitos de que se vê objeto. O amor, para tal indivíduo, não passa de um recurso para uso, para satisfações imediatas, iniciando pela projeção da imagem que se destaca, não percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade são, também, inconscientes, que se utilizam da ocasião para darem vazão às necessidades de afirmação da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia.

        Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, não preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem agradar, igualmente sedentos de amor real.

        O amor está presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irmãos.. Mas também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar. Não se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, imediato, aquele que não atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do próprio ato de amar.
        Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.

     


    Joanna de Ângelis
    Amor, Imbatível Amor
     



    Escrito por José Aparecido às 12h30
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